Não tem jeito, o carro do brasileiro é o SUV?
Dos 10 modelos mais vendidos em fevereiro, 5 são SUV's

Foto: Divulgação/ Volkswagen
De onde vem a paixão do consumidor brasileiro pelos carros mais altos? Seria por causa das nossas ruas esburacadas, algumas parecendo ter saído de um bombardeio recente? Pelo status e imponência? Ou pelo apelo — ainda que apenas visual — de algo mais robusto e off-road?
O fato é que os SUVs vieram para ficar e estão cada vez mais presentes em shoppings, condomínios e qualquer lugar onde haja uma aglomeração automotiva. Segundo a lista divulgada pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), entre os 10 carros mais vendidos em fevereiro, cinco são SUVs.
O Volkswagen T-Cross ocupa a terceira posição, com quase 12 mil unidades vendidas — um número impressionante para um carro que custa mais de 100 mil reais. Logo abaixo, na sequência, estão Hyundai Creta, Chevrolet Tracker, Honda HR-V e, por último, mas não menos importante, Jeep Compass. Todos superam a marca de 5 mil unidades vendidas. Mas o que explica essa febre que tomou conta do brasileiro (ou seria do mundo?) nos últimos anos?
Foi-se o tempo em que carro alto era sinônimo de veículo duro, instável e gastão. Com os avanços tecnológicos no setor automotivo, os motores passaram a consumir menos combustível e a entregar mais potência. Chega a ser incrível que alguns motores 1.6 atuais tenham desempenho comparável a motores V6 de décadas atrás.
Hoje, um SUV significa mais espaço interno e um porta-malas generoso — perfeito para acomodar as compras do mercado ou todas as malas de uma família em uma viagem de fim de semana para a praia. Além disso, a altura maior do solo facilita enfrentar as ruas esburacadas e malconservadas do país, tornando esses modelos ainda mais atraentes para o consumidor brasileiro.
Se antes os SUVs eram raros (na infância deste autor, lembro-me apenas da Blazer, usada como viatura, da SW4 e da Cherokee — esta última, quase uma lenda no início dos anos 2000), hoje eles dominam as ruas. A Volkswagen, por exemplo, já tem três modelos no catálogo, com o lançamento do Tera já confirmado, serão quatro. Outras marcas também apostam pesado no segmento, e não é difícil encontrar SUVs aos montes nas lojas de seminovos.
Uma pesquisa no site Webmotors revelou que 41% das mulheres preferem SUVs a sedãs ou hatches. O motivo? Segurança, conforto, design ou simplesmente um porta-malas maior? Cada um tem suas razões, mas é inegável que esses veículos caíram no gosto do público.
Pais de família também entraram na onda. Para muitos, um carro alto facilita o dia a dia, reduzindo o incômodo de dores nas costas ao colocar a cadeirinha das crianças, além de oferecer uma condução mais tranquila em meio às ruas esburacadas.
A febre dos SUVs parece longe de acabar, mas seu futuro dependerá de alguns fatores. A eletrificação dos automóveis, novas regulamentações ambientais e a própria mudança de hábitos do consumidor podem influenciar o rumo desse segmento nos próximos anos. No entanto, enquanto as ruas continuarem malconservadas e a preferência por modelos mais imponentes persistir, os SUVs seguirão como protagonistas no mercado brasileiro.
E você, já entrou nessa onda ou ainda resiste?
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