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Opinião | Em cartaz


Por: REDAÇÃO Portal

23/02/2025
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    No livro Entre a Ciência e a Sapiência: o dilema da educação, o professor Rubem Alves diz o seguinte: “Os ministérios administrativos cuidam do hardware do país. Eles lidam com a musculatura nacional. O ministério da educação tem a seu cuidado o software do país. Ele cuida da inteligência nacional. Seu objetivo é fazer o povo pensar. Porque um país – ao contrário do que me ensinaram na escola – não se faz com as coisas físicas que se encontram em seu território, mas com os pensamentos de seu povo”. Acontece que historicamente em Pindorama, majoritariamente quando se fala em reforma educacional, tem sempre como pano de fundo, sufocar as disciplinas ligadas ao campo das Ciências Humanas. Será que é apenas mera coincidência?
     Um dos recentes ataques ao campo das humanidades foi realizado no Estado de São Paulo onde ocorreu a redução entre 35% da carga horária de Ciências Humanas nos últimos cinco anos, representando 253 horas a menos. Coincidentemente, as disciplinas mais atingidas foram Filosofia e Sociologia, com redução de 62,9% na carga horária. Logo em seguida, Geografia que diminuiu em 25,9%. Lembrando que História conseguiu se safar, obtendo aumento de 11,1%. Acontece que em uma linha parecida, segundo os meios de comunicação, o Estado de Pernambuco foi denunciado ao MPPE. Alguns professores nomeados recentemente estavam sendo designados para ensinar disciplinas antagônicas as suas especialidades. Pasmem, a área das Ciências Humanas são as mais atingidas. Será que existe algo deliberado? Fatos assim ocorreram em outros momentos na história da educação brasileira, portanto, o filme não é novo, apenas colocado novamente em cartaz.

Olinda, 22 de fevereiro de 2025.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista político.

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