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Gerson Camarotti recebe título de sócio correspondente da Academia Pernambucana de Letras


Por: REDAÇÃO Portal

28/01/2025
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Foto: Reprodução/Redes Sociais

O jornalista Gerson Camarotti, comentarista político da TV Globo e da GloboNews, recebeu o título de sócio correspondente da Academia Pernambucana de Letras (APL) nesta segunda-feira (28). Natural do Recife e ex-aluno da Universidade Católica de Pernambuco, Camarotti é um dos principais nomes do Jornalismo no Brasil. Em suas redes sociais, ele comemorou a homenagem. Confira:

“Emocionado, recebi na noite desta segunda-feira o título de sócio correspondente da Academia Pernambucana de Letras @academiapernambucanadeletras das mãos do presidente Lorival Holanda. Foi um reencontro afetivo com a casa e muitos amigos queridos.

No ínicio dos anos 90, frequentei bastante a Academia Pernambucana de Letras. Era mágico entrar neste templo da cultura do nosso estado e participar de uma conferência ou de um lançamento de livro.

Tenho memórias completas, por exemplo, do lançamento de “A História do Amor de Fernando e Isaura” do meu mestre, amigo e acadêmico da APL, Ariano Suassuna. Foi uma fila quilométrica que levou horas até chegar minha vez de receber uma dedicatória afetuosa.

Outro lançamento marcante para mim foi da edição da Nova Aguilar da Obra Completa do poeta João Cabral de Melo Neto nesta Academia em 1994. Ganhei uma dedicatória inusitada: “À sua voz reconhecida”. O poeta já estava quase cego e ouvia a CBN. Eu era reporter da rádio, e ele me escutava diariamente com as notícias do Recife. E foi dessa forma que consegui entrevistá-lo na sua última viagem ao Recife.

Ele estava negando vários pedidos de entrevista. Quando fui falar com o poeta, ele perguntou meu nome: “Por que você não me disse logo? Te escuto todas as tardes com as notícias de Pernambuco”.

Nessas ocasiões, conheci o amigo Marcos Vinicios Vilaça, que anos depois me receberia tão bem quando cheguei à Capital Federal em 1996. Não é fácil sair do Recife e chegar sozinho em outra cidade. E os pernambucanos que percorreram antes esse caminho criam uma rede invisível de solidariedade e empatia.

Exatos 29 anos depois, posso dizer que o Recife nunca saiu de mim.

Em 1997, quando entrevistei o mestre Ariano Suassuna para o Correio Braziliense, ele fez uma reflexão sobre essa paixão pelos livros: “Literatura para mim é missão, vocação e festa. É no meu romance, no meu teatro e na minha poesia que eu danço, toco e canto. Para mim não existe diferença entre a literatura e a vida. A literatura foi o caminho que eu encontrei para enfrentar essa bela tarefa de viver”.

Essas palavras ficariam gravadas para sempre na minha memória”.

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