De acordo com a UFRPE são mais de 100 ossadas, um antigo cemitério e forte que remetem ao século XVII.

Foto: Rodolfo Loepert - PCR Imagem
A mania de grandeza muitas vezes falada até de maneira irreverente a assuntos pertencentes a Pernambuco desta vez se aplica a capital do Estado, mas após análises minuciosas da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Um dos sítios históricos mais antigos localizado no bairro do Recife, área central da cidade, é ambiente de da descoberta do maior achado arqueológico urbano do país. Com a medida, a Prefeitura do Recife estuda transformar o local em um parque arqueológico, onde a população e turistas possam reconectar-se ao passado de olho no futuro da cidade.
Os achados com mais de 100 ossadas foram localizados no espaço onde está prevista a construção de conjuntos habitacionais. Ainda de acordo com a gestão municipal, também encontraram um um antigo cemitério e um forte que remetem ao século XVII, construção de, aproximadamente, ano 1630.
“Devido a esse achado, a gente está agora formando um grupo de estudos na Prefeitura, com Instituto Pelópidas Silveira, a URB e a secretaria de Infraestrutura para poder definir quais serão os próximos passos. A gente está diante de um grande achado arqueológico e é lógico que a gente vai preservar esse material", explica o prefeito do Recife, João Campos.
O trabalho de pesquisa e mapeamento foi realizado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, por meio da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento, entre os anos 2014 até 2020, e contabilizou cerca de 40 mil fragmentos entre cerâmicas, peças de jogos, tijolo holandês, garrafas de bebidas, perfume, remédio, moedas, bala de canhão, escova de dente e ossadas. Durante a investigação, os pesquisadores também descobriram alguns vestígios do Forte de São Jorge sob a Igreja do Pilar e, ainda na fase de pesquisa, foram constatadas algumas obras do século XVI, como a ocupação de casas e armazéns.
O local também abriga vestígios de um cemitério. Para os estudiosos que estão à frente do trabalho esse pode ser o maior cemitério arqueológico já encontrado no Brasil. A área conta com uma estrutura que dispõe de enterramentos articulados, no qual é possível recontar a história a partir dos seus achados. Mais de 100 ossadas humanas já foram encontradas nessa área e estão em estudos na UFRPE. Há indícios de que pessoas mortas na guerra e vítimas de doenças, como a cólera e gripe espanhola, que matou mais de quatro mil recifenses, entre os séculos de XVI ao XX, possam ter sido colocadas no cemitério.
Escute as informações com o repórter, Fernando Alvarenga, clicando no 'play' junto ao título.
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