Maria Arraes sugere criação de grupo de trabalho voltado à prevenção de catástrofes climáticas

A deputada federal Maria Arraes (SD) apresentou ao Poder Executivo uma indicação a criação de um grupo de trabalho nacional permanente, intergovernamental e intersetorial, voltado à prevenção de catástrofes climáticas. O documento foi endereçado ao ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
No texto, Maria expressa preocupação não apenas com as enchentes que atingiram parte do Nordeste e do Rio Grande do Sul, mas também com outros fenômenos climáticos, como a seca que afeta o Nordeste e a Amazônia, além dos incêndios no Cerrado e no Pantanal. A parlamentar busca unir esforços para enfrentar os desastres climáticos, que impactam não só o meio ambiente, mas também a economia das regiões, gerando prejuízos estimados em mais de R$ 50 bilhões, segundo um estudo da AON, empresa global em serviços profissionais.
Para Maria Arraes, é urgente que as medidas sejam mais consistentes no enfrentamento dessas questões.
“O mundo inteiro enfrenta uma crise climática, e o Brasil precisa estar mais bem preparado para mitigar esses desastres. Se não nos unirmos para enfrentá-los juntos, não conseguiremos cumprir nossa missão enquanto sociedade e agentes públicos”, destaca.
Maria Arraes também chama atenção para um levantamento do Greenpeace Brasil que aponta que, entre 2015 e 2025, apenas 3% do orçamento federal de gestão de desastres foram destinados a obras preventivas, enquanto 37% foram direcionados a respostas emergenciais.
O grupo de trabalho sugerido deve atuar na integração de políticas públicas, unificação de protocolos de avaliação de riscos e definição de critérios para obras preventivas. Além disso, está proposta a capacitação técnica de agentes municipais por meio de programas de treinamento e o desenvolvimento de sistemas de monitoramento contínuo das ações, do andamento das obras e da efetividade dos alertas, entre outras medidas.
A deputada cita ainda os R$ 17 bilhões destinados à prevenção de desastres no novo PAC, divulgados no ano passado, alertando que, sem uma estrutura adequada de coordenação e planejamento, “é provável que esse recurso seja distribuído sem critérios efetivos de priorização, tanto em relação aos locais quanto às ações ou obras em que será aplicado”, conforme registrado no documento protocolado.