Recurso do MPPE contra juíza da Operação Integration é negado pelo TJPE
Para o TJPE, não foi identificada nenhuma irregularidade por parte da juíza Andréa Calado da Cruz

Foto: Aline Melo / CBN Recife
O recurso do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra a juíza da Operação Integration, Andréa Calado da Cruz, foi negado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPE). A magistrada foi acusada de ter cometido abusos de poder e de ter sido parcial nas suas determinações. No entanto, para o TJPE, não foi identificada nenhuma irregularidade.
O Ministério Público enviou o recurso depois que a juíza estipulou um prazo para que os promotores decidissem se iriam sugerir oferecer denúncia, arquivar o caso ou solicitar novas diligências. Mas os promotores afirmaram que tinham interesse em conhecer a movimentação financeira dos investigados, incluindo a da influenciadora Deolane Bezerra e do cantor Gusttavo Lima, antes de tomar a sua decisão. Segundo os promotores, isso não foi respeitado pela juíza, já que ela teria conhecimento de que a quebra do sigilo bancário ainda não havia sido analisada.
Em coletiva de imprensa, o coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), Roberto Brayner, chegou a dizer que o Ministério Público se sentiu atacado: “Em algumas manifestações da magistrada nós sentimos que o Ministério Público foi atacado e precisávamos responder, porque se não ia ficar parecendo que a gente estava escondendo alguma coisa. Nós estamos convictos de que caminhamos pelo melhor caminho no desenrolar desse caso”.
No entanto, o promotor Roberto Brayner também disse que o MPPE não tem interesse em alimentar qualquer rivalidade:“Ninguém é dono da verdade ou da razão. A gente respeita a magistratura, respeita a juíza. Acho que o judiciário tem uma função importante nessa hora e tudo que a gente não quer, nesse momento, é alimentar um clima de rivalidade, de disputa”.
Na visão do Tribunal de Justiça, o objetivo da juíza ao estipular o prazo foi imprimir mais velocidade aos atos processuais. Isso porque a Operação Integration está em andamento há cerca de três meses, e ainda sem nenhuma postura definida pelo Ministério Público. Sendo assim, não cabe nenhuma correção da decisão judicial, que era o pedido do recurso.
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