Com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) aceita pela Justiça, o policial penal, que teve a prisão preventiva decretada, responde por homicídio qualificado

Foto: Reprodução/WhatsApp
O policial penal Claudomerisson José do Nascimento, de 54 anos, virou réu após ter confessado atirar e matar o professor de dança Marlon de Melo de Freitas da Luz, de 31 anos, em Olinda, no último dia 4 de maio. Com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) aceita pela Justiça, o policial penal, que teve a prisão preventiva decretada, responde por homicídio qualificado. Ele foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.
Segundo a denúncia do MPPE, as investigações da polícia indicaram que o crime foi motivado por uma briga de trânsito, na Avenida Antônio da Costa Azevedo, no bairro de Peixinhos. O professor retornava do trabalho para casa, na Zona Norte do Recife, quando foi baleado no tórax e no braço. Depois de quatro dias internado no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, centro do Recife, o Marlon não resistiu aos ferimentos e faleceu. Ele deixou esposa e uma filha de 7 anos.
Na decisão judicial está descrito que "a vítima (Marlon) teria proferido palavras depreciativas contra o acusado (Claudomerisson), que, por sua vez, teria atirado na vítima e fugido do local. A autoridade policial frisou que foram obtidas imagens de câmeras de segurança do local, dentre as quais foi possível observar o áudio do momento exato da discussão em que a vítima teria xingado o acusado em razão de desentendimento no trânsito e, logo em seguida, o estampido do disparo de arma de fogo. As imagens teriam captado o acusado fugindo do local com a arma de fogo na cintura", conclui o documento.
O policial penal havia se apresentado à 9ª Delegacia de Homicídios no dia 8 de maio, permanecendo em silêncio. Na ocasião, ele, que atua na Paraíba, teve a arma de fogo apreendida e foi liberado. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil na última sexta-feira (17). Claudomerisson também responde a um processo administrativo instaurado pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB).
Ouça a nota do repórter Lucas Arruda no 'Play' acima.
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