Justiça Federal determina suspensão de atracação forçada do porta-aviões que está há um mês na costa pernambucana
O navio está há pouco mais de um mês navegando em círculos próximo ao litoral pernambucano.

Foto: Reprodução / G1
Após apelo do Governo de Pernambuco, a Justiça Federal proibiu a atracação forçada de um porta-aviões que está há um mês na costa do Estado. A embarcação, o Porta Aviões São Paulo, já pertenceu à Marinha do Brasil, e foi rejeitado por vários países por carregar cerca de 55 toneladas de amianto, uma substância considerada tóxica.
A embarcação saiu do Brasil no dia 4 de agosto em direção à Turquia. Mas, no dia 26 do mesmo mês, quando o navio chegou perto do Estreito de Gibraltar, a Turquia suspendeu a autorização para receber a embarcação. Assim, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) cancelou a autorização que havia sido emitida e determinou que o porta-aviões deveria voltar para o Brasil. Entretanto, o Governo de Pernambuco não aceitou a entrada do navio no Porto de Suape, após laudo da Agência Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH) apontar riscos ambientais.
Dessa maneira, a situação é um impasse. O navio está há pouco mais de um mês navegando em círculos próximo ao litoral pernambucano, a aproximadamente 31 quilômetros de distância do Porto de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.
A empresa reponsável pelo porta-aviões, MSK Maritime Services & Trading, informou que foram apresentados todos os documentos e certificações solicitados pelas autoridades brasileiras e internacionais, bem como realizaram todas as inspeções necessárias. Além disso, a empresa estuda a possibilidade de entrar com ação judicial contra o Governo de Pernambuco para arcar com os custos da manutenção do navio em alto mar, que vem gastando cerca de 20 mil litros de combustível por dia.
A matéria completa você ouve clicando no 'play' acima, com o repórter João Paulo Ribeiro.
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