Após filha ser carbonizada, mãe é morta a tiros em Surubim
Ela foi atingida por disparos de arma de fogo dentro de uma casa de jogos em que trabalhava

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma mulher de 39 anos foi assassinada em Surubim, no Agreste pernambucano, 11 dias após a sua filha ter sido encontrada carbonizada. Identificada como Andréa Maria da Silva, de acordo com a Polícia Militar, ela foi atingida por disparos de arma de fogo dentro de uma casa de jogos em que trabalhava. O crime aconteceu no bairro São José, e teria sido praticado por dois homens em uma motocicleta.
A filha de Andréa, Marcela Thaís Maria da Silva, de 22 anos, foi encontrada carbonizada e com marcas de golpes de faca no pescoço, abraçada a um botijão de gás. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado pelos vizinhos da mulher, que ouviram os gritos dela pedindo socorro e perceberam as chamas, na madrugada do dia 6 de junho.
Após a morte da filha, Andréa contou, em entrevista à TV Guararapes, afiliada da Record TV em Pernambuco, que sabia quem tinha assassinado e incendiado o corpo de Marcela.
"Foi uma coisa muito planejada, tocou fogo nela para não descobrirem nada, mas, se Deus quiser, essa pessoa vai ser pega. A polícia e a família já sabem quem foi, mas a gente não pode divulgar porque não tem certeza", afirmou Andréa.
Ela ainda disse que a filha foi morta depois de ser vista bebendo com um homem em um bar do município. Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que linhas de investigação para descobrir as motivações do crime serão trabalhadas.
Confira a nota na íntegra
“A Polícia Civil de Pernambuco informa que está investigando o homicídio que vitimou uma mulher de 39 anos. O fato aconteceu ontem (17), no município de Surubim. Foi instaurado inquérito policial para apurar todos os fatos, identificar a autoria e a motivação do crime”.
Não se sabe se os casos possuem relação, no entanto, moradores de Surubim acreditam há possibilidade de queima de arquivo.
Pronunciamento
Políticos pernambucanos também se pronunciaram sobre o caso. A deputada estadual Gleide Ângelo, que tem uma atuação ligada ao combate à violência contra as mulheres, afirmou que um prano precisa ser elaborado para impedir a impunidade.
"Isso gera uma revolta muito grande, porque a violência contra a mulher precisa ser vista com atenção, a mulher precisa ser protegida. Então, a impunidade é o combustível da criminalidade e é por isso que eles estão matando. Antigamente, os agressores, assassinos só espancavam dentro de casa porque tinha medo. Hoje em dia não! É na rua, na frente de todo mundo. Então é preciso um plano de tolerância zero para proteger as mulheres", declarou.
Reportagem - Lucas Arruda
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